Tomei uma decisão. Este ano vou fazer uma parte substancial das minhas compras de Natal aqui, na loja UNICEF on-line. Tem alguma variedade para crianças de várias faixas etárias e vou apostar nestas prendinhas para os sobrinhos que já são mais que muitos - 2 do meu lado e nove do outro, com mais duas sobrinhas-netas à mistura e dois afilhados! São presentes mais simbólicos que outra coisa, mas a intenção é também essa. Para além de estar a ajudar a causa sempre nobre das crianças mais desfavorecidas e ter a certeza absoluta que estes objectos não são fruto da exploração da mão de obra infantil, vou começar a alertar a consciência das "minhas" crianças e jovens para a existência de outras menos afortunadas. Faço tenção de fazer uns cartões personalizados que acompanharão as prendas e onde farei um breve historial da instuição e das causas que ela representa.
Fica a sugestão...
:o)))
... completamente fora deste mundo! Vejam o que me aconteceu em poucos dias:
. esqueci a carteira num supermercado - na confusão dos sacos e das compras - e só dei conta umas duas horas depois, quando precisei dela não sei para quê. Felizmente tinham-na encontrado e estava guardada à espera de ser reclamada...
. esqueci-me de retirar o cartão da máquina do multibanco quando levantei dinheiro. A sorte é que havia outra pessoa à espera que me chamou de imediato, não fosse isso e sabe-se lá o que lhe poderia acontecer - o mais certo era ainda estar a pensar e a remoer sobre o paradeiro do dito cujo...
. de vez em quando é costume levar o saco do lixo no carro e aproveito para o deixar no contentor, que fica no percurso que faço de manhã - ok, é o cúmulo da preguiça e tal, eu sei! Pois que ontem só dei por ele no regresso a casa, depois do dia de trabalho...
Não sei... vitaminas... descanso... terapia... o que recomendam?!
:o)))
... são, invarialmente, o lobo mau e a bruxa má! São estes os reais protagonistas das histórias que a Laura adora ler e reler. Pergunta por eles assim que pega nos livros e faz questão de nos mostrar. Enredo que não tenha um dos dois não é enredo que se preze.
Esta fixação começou muito antes das histórias infantis, no tempo em que o avó Zé Manel a sentava ao colo a folhear revistas e identificava aqueles que, na opinião dele, eram os maus da fita, mas do mundo real. Assim, tinhamos a Laura a dar uns valentes tabefes no George Bush ou no Bin Laden, por exemplo. E a mania dos maus da fita foi ficando...
Um dia destes começo a explicar à Laura que os verdadeiros maus não vestem a pele do lobo nem se apresentam como as bruxas más, são muito mais subtis, matreiros e dissimulados e, por isso, muito mais difícies de identificar. Mas isso fica para um dia destes...
:o))
Ontem lá fomos com a Laura ao médico dos olhos, como lhe foi explicado. Para contextualizar vejam aqui. O diagnóstico final é moderado - foi detectada uma miopia muito ligeira, mas que pode ser fruto de um mau diagnóstico, uma vez que a dona Laura não foi muito cooperante quando lhe tivemos de pôr umas gotinhas perlimpimpim nos olhitos - 3 doses espaçadas 5 minutos entre elas - para dilatar as suas pupilas lindas. A médica - muito doce e simpática, gostei! - explicou que é normal estes diagnósticos sairem um pouco ao lado, uma vez que os mais pequeninos não são muito dados a estas coisas e nem sempre deixam fazer de forma correcta tudo o que é preciso. De qualquer maneira, considerou que seria muito prematuro estar já a agir e ficou agendada uma nova consulta para daqui a seis meses. O importante mesmo é estar a ser seguida, uma vez que a herança genética é quase certa.
Há a destacar:
. a choradeira monumental, na sala de espera, para lhe colocar a porcaria das gotas, situação que se repetiu por três vezes....
. a forma calma e serena como ela deixou que a médica lhe colocasse os óculos - que adorou! - e lhe trocasse as lentes...
. a identificação inequívoca de um elefante, um peixe, um carro e uma flor lá ao fundo, no painel luminoso, e que mereceu um reparo simpático da médica - Fala lindamente para a idade, parabéns!
Para concluir, disse-nos que o piscar dos olhos pode estar relacionado com a miopia ou não, não é conclusivo. Ainda nos pediu para estarmos atentos relativamente à proximidade com que a Laura leva os objectos aos olhos para os observar - até agora isso não está a acontecer.
Uma última nota só para dizer que, entretanto, a Laura tem piscado muito menos. Parece que esteve à espera que eu declarasse a minha preocupação com o assunto para deixar de o fazer... Miúdas de 2 anos, 4 meses, 2 semanas e um dia... bahhhhhh
:o)))
Pergunta:
Por que é que eu sou a melhor companhia no dia de São Martinho???
A resposta será dada num post a sair amanhã... Aguardam-se palpites originais!!!
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Para imaginar a cena...
Aluno chama professora.
Professora dirige-se a aluno.
Aluno mostra um dossier de lombada larga - uma das argolas está ligeiramente torta, o que impossibilita a sua abertura - e pede ajuda à professora para resolver o problema.
Professora-armada-em-carapau-de-corrida faz-se valer da sua super-sónica-e-extraordinária-força - quando aquilo era só uma questão de jeito! - e... caput... desencravou, mas partiu o sistema das argolas.
Aluno olha incrédulo e assustado - provavelmente com o poderio da força - para a professora . Abre e fecha repetidamente o dossier para comprovar que, efectivamente, partiu.
Professora certifica-se que o estrago foi definitivo e lamenta-se da sua super-sónica-e-extraordinária-força, prontificando-se a substituir o dossier perdido.
Aluno questiona - como vai levar o dossier com as argolas abertas sem que a resma de folhas que o enche saia disparada e desorganizada de dentro do dito cujo?
Professora responde Pois, boa pergunta... com muito cuidado!! e disfarça, reforçando a disponibilidade para comprar um novo, aliás, ia tratar disso no próximo intervalo na papelaria da escola.
Entretanto, os restantes alunos assistem divertidos à cena, tecendo comentários sobre a super-sónica-e-extraordinária-força da professora - ficaram muito impressionados! - e dando sugestões ao colega lesado sobre as diferentes formas de levar o dossier para casa de forma adequada.
Depois, a parte chata - a aula começou!!!
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De um dia para o outro a Laura começou a piscar muito os olhitos. Não é sempre - mais ao fim da tarde e à noite -, mas custa muito vê-la fazer aquilo. No infantário estão atentas e vão-me relatando aquilo de que se apercebem. Quando lhe perguntamos responde invariavelmente que é o João Pestana... Até pode ser sono, mas ela não alterou os seus hábitos a esse nível e continua a dormir bem e as horas suficientes...
A verdade é que tudo o que tenha a ver com a (falta de) visão me assusta particularmente. Eu sou pitosga crónica, o meu irmão também - herança pouco simpática da minha mãe - e a perspectiva da Laura começar, desde já, a ter problemas é terrível. Tenho perfeita noção que o mais provável é ela ter herdado a minha pitosguice, estou mais que preparada para isso, mas já e desta forma?! Outra possibilidade que me atormenta é que seja um tique nervoso... Ai!
Por acusa das dúvidas, quinta-feira vamos a uma consulta de oftalmologia. Prevenir para não ter de remediar, é o melhor dos lemas. Vamos já ver o que se passa...
:o)))
Era inevitável e sabido que aconteceria mais cedo ou mais tarde. A questão era mesmo saber quando, onde e com quê.
Sábado:
. Laura quer fazer um desenho.
. Mãe dá uma folha a Laura e dois lápis de cera.
. Pai entretém Laura enquanto a mãe trabalha no portátil.
. Laura sai da sala uns segundos.
. Mãe está sossegada porque o pai está em vigilância mode.
. Mãe ouve som estranho e alerta pai.
. Pai vai ao local do crime - uma parede branca do corredor profanada com lápis de cera cor-de-laranja.
. Laura ri-se e foge.
. Mãe vai ver os estragos e ralha com o pai e com a Laura.
. Pai desculpa-se - homens!!!! -, Laura encolhe-se.
. Mãe confisca o lápis de cera cor-de-larenja e pergunta pelo outro.
. Após várias buscas é oficial - o lápis de cera azul está desaparecido em combate...
E o pior é que, até à hora de publicação deste post, o raio do lápis não apareceu. Um dia destes vou dar com uma parede azulinha, ai vou, vou! Bolas para isto!!
Já agora... conhecem alguma mezinha para tirar lápis de cera da parede?!!! A gerência agradece!!!
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A Laura é, como já se sabe, uma menina pacata e calma. As birras são esporádicas e perfeitamente toleráveis, mas há uma situação em que a moça perde as estribeiras - para além da história dos sapatos - e deixa antever uma faceta pouco conhecida porque só revelada naquele contexto. Eu explico - curiosas, pá!
A sala dela tem uma parede envidraçada de alto a baixo que deixa ver tudo lá para dentro e vice-versa. Quando entramos na instituição passamos por essa janela, pelo que as crianças sabem sempre quem está a chegar. Temos de dar uma volta para entrar na sala, mas por ali todos nos vêem passar.
É comum, quando algum pai/mãe está a chegar e passa ali, o filho correr para a janela e começar uma micro algazarra de contentamento e satisfação. É comum esta criança ser acompanhada nesta micro algazarra por outras que se lhe juntam e cumprimentam, acenam e mandam beijinhos ao pai/mãe que está a chegar, seja ele de quem for. E é muito comum a Laura ficar muito aborrecida com essas manifestações de apreço das outras crianças em relação à sua mãe e começar a empurrar à esquerda e à direita e a gritar alto e bom som A minha Mãe! A minha Mãe! Sim, Laura que ali ninguém sabe que eu sou a tua mãe e é fundamental que o bairro todo tenha conhecimento desse facto. Um dia destes empurrou uma menina com tal violência que ela caiu e começou a choramingar, tudo porque a criança correspondeu ao meu aceno e ao meu olá do lado de lá!
Isto acontece desde que ela começou praticamente a falar. Diz que a mãe é dela como que a marcar território e a dizer Não invadir! Não gosta que pegue nos outros meninos, lhes faça festas ou sequer lhes diga olá. Ainda por cima, eu sou tão dada a essas manifestações de carinho com todos!
Alguém diga à miúda que o facto de ser carinhosa com outros meninos não diminui em nada o amor que lhe tenho e que não passo a ser mãe de todos! Eu já não sei como fazê-la entender isto...!
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... quando lhe perguntam o que a mãe faz, a resposta sai prontinha:
- Pofessora!!
E se puxam por ela, desenvolve:
- Ensina aos meninos grandes as letras, a ler, a escrever e os números!
Ainda não lhe expliquei que a mamã se fica pelas letras e que os números não são o seu forte, nem lhe contei o quanto fiquei feliz, um dia destes, quando descobri que ainda me lembro de como se fazem as contas de dividir à moda antiga! Adiante...
De manhã pergunta-me sempre se vou para a escolinha dos meninos grandes... Quando a vou buscar pergunta se venho da escola dos grandes e onde fica... Agora parece lidar bem com a situação, mas quando inicialmente lhe expliquei que a mamã trabalhava numa escola com muitos meninos grandes e que lhes ensinava muitas coisas, ficava enciumada e não me queria deixar ir.
Agora, minha querida Laura, um recadinho só para ti - não vais seguir as pisadas da mamã nem que a vaquinha tussa e os porquinhos comecem a voar, ok?! Não comeces com ideias da carochinha...
:o)))