... recebeu o primeiro convite para uma festa de aniversário de uma amiguinha da escola. Vai ser no sábado. Acho que não vai dormir até lá, tal a excitação...
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... quem teve a brilhante ideia de começar a dobrar as meias como nós fazemos normalmente, uma enroladinha na outra e tal e coiso? É que dá um jeito do caraças!
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... pela evolução da Laura na natação, depois da primeira aula a que assisti, há cerca de mês e meio. Sem apoio da professora, com muita genica e agilidade, a fazer as coisas depressa, bem e com elegância, qual sereia encantada. Muito bem, meu amor!
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... a angústia de constatar que a Laura está exposta a todo o tipo de influências, boas e más, e que nós pouco ou nada podemos fazer quanto a isso. Ai...
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Desde hoje que "recuperámos" a nossa sala - a Laura tem, agora, o seu quarto de brinquedos/brincadeira. Era o chamado "quarto de visitas", mas não se justificava ter uma divisão para este efeito quando a garota, tendo o quarto dela no 1º andar, acabava por ocupar a nossa sala com os seus brinquedos e brincadeiras. Tirámos a cama, transferimos para lá tudo quanto lhe pertence e... voilá! Está encantada. Sente-se orgulhosa e crescida por ter uma sala de brincadeira só para ela. Agora vamos transformar a divisão num miminho, comprando módulos que permitam a arrumação/organização de tudo o que sejam jogos, livros, legos, bonecas, etc e tal.
Esta decisão foi bastante ponderada. Não queria que ela sentisse que a estávamos a afastar de nós e da sala. Sempre partilhámos o mesmo espaço, ela com as suas brincadeiras e nós com a televisão ou o portátil. Muitas vezes as brincadeiras acabavam por ser a dois ou a três, conforme os casos. Por outro lado, desde tenra idade que está habituada a brincar sozinha e a estar na sala sem mais ninguém. Nunca foi uma criança dependente da presença do adulto e sempre me permitiu realizar os meus afazeres sem que me obrigasse à sua presença - abençoada! Vamos ver...
Entretanto, foram reforçadas duas regras importantes:
. tem de arrumar os brinquedos depois de brincar, como já fazia antes. A sala deve estar sempre arrumada quando ela não está lá...
. pode trazer os brinquedos para a sala ou o resto da casa, mas quando acabar de brincar os brinquedos devem regressar à sua sala e devem ser arrumados.
Para já, passou a tarde por lá, encantada e vaidosa. E já começámos a ganhar - praticamente não viu televisão o dia inteiro!
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Pergunta:
- Por que razão as crianças, até certa idade, colocam a língua de fora quando estão concentradas em alguma tarefa mais ou menos complicada como seja desenhar, pintar, brincar com plasticina, manusear determinados objetos com alguma perícia, etc e tal? Teorias precisam-se!
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... diga o que disser, nunca vou regatear mimos à Laura. Muitos abraços e beijinhos e "Adoro-te muito" e "Amo-te" e "Estás no meu coração"... Muitos "meu docinho" e "fofinha"... Faço questão que ela se sinta acarinhada e amada. Tal não invalida que a repreenda ou castigue quando necessário, a disciplina existe e não é descurada, mas manifestações de carinho, sempre! É que sou apologista de uma frase que acabei por transformar em filosofia a partir do momento em que me soube grávida. "Ensina-se as crianças a amar... amando-as". O Sr Goethe sabia o que dizia...
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Não chegámos a vê-lo no cinema e ontem comprámos o DVD para a Laura. Hoje não resisti - esqueci a resma de roupa que tinha para passar a ferro e sentei-me com ela a ver o filme. Que maravilha! Fiquei positivamente deslumbrada e encantada. Ela também. Emocionámo-nos nos mesmos momentos, olhámos uma para a outra nos momentos do "quase" beijo e do "quase" abraço, enfim... Pura magia! Dificilmente a Disney poderá ser ultrapassada neste segmento do mercado cinematográfico. Como ninguem conseguem cativar pequenos e graúdos. Impossível resistir...
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Provavelmente não tem nada a ver, mas pronto. Apeteceu-me deixar as palavras aqui...
Ah... já agora, não troquem tempo útil com os vossos filhos por outros afazeres. Estes momentos de partilha têm um valor incalculável...
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Hoje a Laura recebeu uma carta endereçada à própria... Nem pai, nem mãe, Laura! Remetente - a dentista a que foi duas vezes! Um postal simples e de bom gosto com uma mensagem manuscrita e assinada a desejar à Laura e família Boas Festas e um feliz ano de 2012. Ora toma!
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