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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Através do vidro...

Reparei nele enquanto estava à espera de saber notícias da Laura. O pai entrou com ela nos serviços de pediatria - só um parente pode acompanhar a criança - e eu estava na sala de espera. Menino, talvez com uns 7/8 anos, olhar triste e distante, pouco agasalhado... e sozinho. Não estava na sala de espera das urgências de pediatria, mas via-o na outra sala, dos adultos, porque a porta que divide as duas é completamente envidraçada.

Imaginei que tivesse vindo com parentes que estariam a ser atendidos. Esperava por aquele/es que o tinham trazido, talvez por não terem com quem o deixar. Estas ideias assaltaram-me momentaneamente o espírito enquanto tentava distrair-me do choro da Laura que ouvia cá fora e me deixava o coração muito pequenino e apertado.

A certa altura levantou-se. Segui-o com o olhar, curiosa. Foi ao centro da sala, olhou à volta, dirigiu-se à porta, espreitou para fora e voltou a entrar, encaminhando-se para o local onde estava inicialmente sentado. Cada vez mais estranho... Entretanto, fui para junto da Laura.

Demorei cerca de uma hora a regressar à sala de espera, já com a Laura. Enquanto lhe vestíamos o casaco lembrei-me do menino e olhei para o canto onde ele estivera antes. Já não se encontrava lá. Ainda bem, quer dizer que o parente que ele esperava tinha saído e deviam estar a caminho de casa, pensei eu. Senti um inexplicável alívio...

Estávamos precisamente a sair quando o vejo. Vinha a entrar naquela sala com uma mulher que trazia uma criança ao colo. Pude observá-lo de frente e confirmar a tristeza daquele olhar. Os nossos olhares cruzaram-se por fracções de segundos. Estagnei e ouvi a conversa que a senhora teve com a enfermeira que, entretanto, chegara. A mulher estranhara aquela criança ali, sozinha, durante tanto tempo e abordara-a. Estava só, tinha vindo sozinha. À pergunta onde estão os teus pais? - respondeu que a mãe estava a trabalhar e que não sabia do pai.  Entre palavras ditas em surdina e de cabeça baixa percebi que tinha fugido e resolvido ir para o hospital, possivelmente por estar cansado e ter frio, pensei eu. Levaram a criança para dentro e nós saímos do hospital.

Apesar da angustia vivida devido à Laura, aqueles olhos tristes não me abandonaram durante algum tempo. Pensei em muita coisa e senti uma revolta imensa por saber existirem crianças a viver situações extremas, inimagináveis para nós, que estimamos as nossas crianças, a quem amamos e protegemos contra tudo e todos. Que raio de mundo este que te deixo em herança, Laura...

sinto-me:
publicado por mil sorrisos às 23:40
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